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As férias e a importância do livre brincar

Nas férias escolares ou mesmo nos momentos “livres” das crianças, momentos em que elas não estão na escola, os pais tentam preencher com atividades ou brincadeiras criadas e direcionadas por adultos. Por aqui, nas férias, tento fazer um passeio mais direcionado e planejado uma ou duas vezes na semana. Porém, na maior parte do tempo, as crianças brincam livres e sem programação ou direcionamento.

Você sabia que brincar, no Brasil, é inclusive garantido por lei? O Estatuto da Criança e do Adolescente garante às crianças o direito de expressar seu pensamento, interagir e se comunicar por meio de brincadeiras.



Deborah Garcia, psicóloga, psicopedagoga, coach familiar e mãe empreendedora, afirma que brincar é coisa séria, inclusive para estimular o desenvolvimento da criança. “Brincar faz parte do desenvolvimento psíquico, motor e neurológico. As crianças nascem criativas e brincam por natureza, mas ultimamente estamos vendo que as crianças cada vez brincam menos, por estarem mais tempo entretidas com aparelhos eletrônicos, por morarem em apartamentos e não terem acesso a rua, pelos pais trabalharem muito e não terem tempo livre para brincarem com as crianças, entre outros. E apesar de todos nós nascermos curiosos e criativos, se não deixarmos que as crianças explorem o mundo e exercitem essa criatividade brincando, isso terá impacto no futuro”, conta.

Por aí, você já percebe a importância do brincar! Acontece que muitos pais acabam direcionando todas as brincadeiras. Dizem com o que vão brincar e como se brinca com esse ou aquele objeto. Isso não é livre brincar.


O livre brincar é quando o adulto apenas supervisiona e não interfere, ficando a cargo da criança o direcionamento e a forma de brincar. Dessa maneira, a criança desenvolve a capacidade de criar, do faz de conta, usa a imaginação e exercita a criatividade.

Se um adulto determina que agora "vamos brincar de carrinho", pega o carrinho e coloca para andar na pista de corrida, por exemplo, ele estará direcionando e inibindo a criatividade da criança. Porém, se a criança escolher brincar de carrinho, pode ser que ela decida brincar de mecânico e consertar o carrinho, ou ainda que o carrinho é um carro voador ou um monstro ou um robô... enfim! Desconstruir o brinquedo do ponto de vista de não usá-lo da forma que foi feito para ser usado, desenvolve a criatividade e o lúdico.

“Conforme a criança vai crescendo, mais elaborada vai ficando a brincadeira. Quando bebê, as brincadeiras estimulam a coordenação fina, encaixes, depois que aprendem a correr começam a subir nas coisas. Por volta dos dois anos de idade, a criança percebe que é um ser independente do resto do mundo, que tem vontades próprias, que fala 'não'. Aí começa o mundinho da fantasia e o livre brincar fica mais evidente. Um papel de presente vira uma bola, um palito uma boneca e por aí vai”, explica Deborah.

Eu acredito fortemente que não intervir o tempo todo também ajuda a criança a entender os próprios limites e o autocontrole.



Por aqui, deixo as crianças brincarem livremente sem intervir na maior parte do tempo e os três são muito criativos e brincam muito. Eu sempre fico por perto. Então, eles me incluem na brincadeira. Por exemplo, se a Lis está brincando com um potinho cheio de pedras como se fosse comidinha e vem para me dar, eu faço de conta que estou comendo. Ou seja, eu brinco junto, mas de acordo com o que e como eles decidem brincar. Os pais precisam ser responsáveis na hora do brincar como são em outros aspectos do desenvolvimento dos filhos.

“Tem pais que colocam muitos empecilhos para a brincadeira, por exemplo, ‘não pode brincar com esse brinquedo que é de menina (ou de menino), esse não é pra você, esse é perigoso, esse é sujeira, isso não pode’, e assim eles inibem a criatividade dos filhos. Tanto faz se você acha que é de menino ou de menina, se é um pedaço de papel, se é um galho apenas, se é um brinquedo estruturado ou não, brincar é coisa séria. A dica pros pais é: diminuam os eletrônicos e deixem seus filhos brincarem como quiserem”, conclui Deborah.


Pensando nisso, a Ollytoys, empresa de brinquedos de madeiras, de mãe e pai empreendedor, busca criar brinquedos que podem ter a função que a criança desejar. “A criança consegue ver o lúdico em tanta coisa, usa todo e qualquer objeto para transformar em brinquedo e coloca na brincadeira o que está na cabeça dela, a visão de mundo dela ou como ela gostaria que fosse o mundo. Tem tanta coisa dentro da brincadeira de uma criança”, comenta Isaias dos Santos, idealizador da Ollytoys.


Ao contrário dos brinquedos pedagógicos e educativos, que tem um objetivo, regras, entre outros, os da Ollytoys possibilitam que as crianças criem e pretende potencializar o lúdico e a criatividade. “Os nossos brinquedos podem ser o que as crianças quiserem. Inclusive, como nossos produtos são todos de materiais naturais, oferecemos giz de cera e nossa proposta é que as crianças continuem criando”, conclui.

E, por fim, como criar uma rotina de férias saudável para nossos filhos? Deborah Garcia dá a dica: “A rotina de férias depende da dinâmica familiar, mas é importante ter alguma rotina, pois isso dá tranquilidade e segurança para as crianças. O ideal é mesclar atividades estruturadas, como passeios, por exemplo, ao zoológico, que amplia a visão de mundo e traz cultura, com o livre brincar, ao ar livre, sem direcionamento”.


Lia Castro

Jornalista por paixão!

Tem a comunicação no sangue e no dia a dia. Empreendedora desde sempre, por essência.

Orientadora em tempo integral de 3 novos seres humanos, os filhos Eva, Tomé e Lis.

Co-Idealizadora do Grupo M.Ã.E

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