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O dia que eu virei a chave: de CLT para empreendedora (e de empreendedora para mãe empreendedora)

DE CLT PARA EMPREENDEDORA

Eu me lembro exatamente o dia em que percebi que empreender seria meu destino. E essa decisão, na época, não teve um gosto doce. Foi amargo, foi engolindo o choro!


Eu trabalhava na televisão, mais precisamente em um telejornal que tinha duas edições diárias.

Quando entrei pela primeira vez na redação, eu amei o cheiro, o barulho, a atmosfera. Na hora percebi que ali era meu lugar! Comecei como rádio escuta, que basicamente significa que você fica o dia todo “buscando” notícia. Chegava por volta de 6h30 e saia depois que acabava a segunda edição, quase 7 da noite. Não porque esse era meu horário, mas porque eu ia me alongando, me propondo a ficar mais, fazendo cada vez mais coisas... porque eu amava estar ali.

Um mês depois, eu já era produtora, três meses depois eu apresentava um quadro semanal, e mais 2 meses depois eu somava a isso a reportagem de rua, que era o que eu queria fazer mesmo.


Ser repórter parecia estar em meu DNA! Eu amava! E não tinha tempo ruim, me propunha a ir aos plantões de fim de semana, pautas na madrugada, já trabalhei por quase 20 horas seguidas nos plantões de carnaval! Tudo porque aquilo parecida divertimento pra mim, eu fazia com prazer e queria ser cada dia melhor... me esforçava de verdade! Colocava o melhor de mim.

Depois de 2 anos trabalhando na TV, comecei a namorar meu marido e começaram os planos de casamento. Eu sempre sonhei ter filhos. Esse era o sonho da minha vida desde que eu consegui segurar uma boneca nas mãos pela primeira vez.

Pensei muito em como conseguiria conciliar uma vida familiar com minha vontade de crescer cada vez mais na carreira de repórter.

Mas não achava uma resposta.


Um dia fui escalada para cobrir um sequestro em uma cidade vizinha. Cheguei ao local por volta de 3 da tarde. O sequestro estava rolando... e a gente tinha que esperar o desenrolar dos fatos. O resultado do dia foi: saímos de lá por volta de 2 horas da manhã, um sequestrador preso, um refém liberado, muitos jornalistas voltando para suas casas cansados e eu com a certeza de que eu não conseguiria ter essa vida e ser a mãe que eu queria ser.

Alguns meses depois sentei com meu chefe e pedi demissão! Chorei muito! Ele até brincou que iam achar que ele estava me demitindo... chorei porque essa foi uma decisão muito difícil! Deixar algo que se ama por algo que você imagina que vai amar mais ainda, mas que nem existe naquele momento é complicado.


Saí de lá e no dia seguinte estava na frente do contador para abrir minha empresa de consultoria de comunicação. A empresa foi próspera! Tivemos dezenas de clientes e conquistei muita coisa vinda dela. 5 anos depois, nascia a Eva! E a empresa me possibilitou ter a flexibilidade que eu precisava!

Eu decidi empreender por saber que um dia ia precisar disso para maternar! E foi exatamente o que aconteceu. Com a Eva maiorzinha, voltei pra frente das câmeras... apresentei um programa de TV por algum tempo e o vídeo nunca saiu da minha vida (hoje, por exemplo, com o canal do YouTube, nos talks e palestras do Grupo M.Ã.E e todo dia aqui nos stories do instagram @grupo.m.a.e). Ressignifiquei minha paixão! E independente do que eu faça, serei sempre uma comunicadora! Está na essência!

O que eu quero dizer com isso?! Não é fácil, quase sempre é dolorido, mas sempre é recompensador! Eu achei que não seria feliz de outra forma e hoje sou mais feliz do que nunca! Quando se encontra algo que você faz com propósito é ainda mais apaixonante!

Mas e depois que os gêmeos nasceram?! Aí eu virei empreendedora materna de verdade!


DE EMPREENDEDORA PARA MÃE EMPREENDEDORA


Depois que eu saí da TV e resolvi empreender, eu me tornei uma empreendedora, mas ainda não era uma empreendedora materna.


Eu tinha uma agência de comunicação e ainda não tinha filhos. Minha prioridade era a empresa, era fazê-la crescer cada vez mais, o céu era o limite. Calculava cada segundo de trabalho em cifras, trabalhava muitas horas seguidas e de fato tive retorno.

Quando a Eva nasceu consegui com a empresa a tão sonhada flexibilidade de horários. Atendia os clientes com a exclusividade que eles gostavam, provava cada ação que fazia, era tudo estrategicamente estudado e planejado. Claro que os resultados vinham e os clientes fidelizavam. Eles nem sabiam que eu não trabalhava no período da manhã desde que a Eva tinha nascido, porque eu compensava, não media esforços, entregava resultados o tempo todo.

Foi assim até a Eva completar 3 anos e eu completar 7 anos de empresa. A maior parte dos meus clientes estava comigo há mais de 4 anos. Ou seja, conheciam meu trabalho, conheciam a equipe, já tinham passado pela experiência de me ver grávida e com um bebê e comprovaram que isso não interferia na minha produtividade ou da empresa. Até que eu planejei engravidar de novo!

A notícia de que seriam gêmeos ecoou na empresa como uma bomba! Os clientes passaram a achar que eu não voltaria depois do nascimento dos bebês, não aceitavam ser atendidos pela equipe, começaram a colocar obstáculos e desconfiar da produtividade da empresa depois que os gêmeos viessem.

Eu ainda estava grávida quando alguns clientes romperam contrato. Eles mal esperaram os bebês nascerem para ver se algo de fato mudaria! Isso é o que eu chamo de preconceito! É isso que o mercado faz com profissionais altamente capacitadas quando elas resolvem criar novos seres humanos. O mercado logo trata de rebaixá-las e desacreditá-las. Foi difícil aceitar que pessoas que dependeram do meu trabalho por anos agora viravam as costas apenas por eu ter a bênção de estar grávida de gêmeos!

Eu mudei a empresa de muitas dessas pessoas, sem minhas estratégias elas ficariam nadando na mesmice (inclusive financeira) por anos.

Foi difícil aceitar que pessoas que me conheciam muito bem, durante anos, agora duvidavam de tudo porque eu seria mãe. Mas na mesma dimensão que fiquei triste, virei uma leoa. Não sou de me abater, de ficar no lugar onde acham que eu devo estar... sei onde quero estar e luto por isso.

Quando estava nessa situação comecei a ouvir muitas histórias de mulheres que sofreram muito mais do que eu no mercado de trabalho. Muitas entraram em depressão, passaram a não acreditar mais no potencial que elas têm. Conheci mulheres e mães incríveis que estavam fora do mercado porque alguém disse que elas não serviam mais! Não aceitei a minha situação e não aceitei a delas!

Em um mês fechei a agência de comunicação e no outro comecei a desenhar o que meses depois seria o Grupo M.Ã.E!


O desprezo me despertou! Nasci pra combater as injustiças, e essa falava diretamente comigo, com minha família, com meus maiores amores, meus filhos.


Hoje sou uma empreendedora materna! Me realizo equilibrando carreira e maternidade! Tenho tempo para meus filhos, levo meus filhos em muitos compromissos de trabalho e me realizo profissionalmente ajudando mães profissionais a se tornarem realizadas no empreendedorismo materno!

Porque ninguém no mundo vai tirar da minha cabeça que lugar de mãe é em reunião de negócios e com o filho nos braços!


Lia Castro

Jornalista por paixão!

Tem a comunicação no sangue e no dia a dia. Empreendedora desde sempre, por essência.

Orientadora em tempo integral de 3 novos seres humanos, os filhos Eva, Tomé e Lis.

Co-Idealizadora do Grupo M.Ã.E

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